A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA O ENFRENTAMENTO DO PROCESSO DE INCLUSÃO: OS ALUNOS COM TEA

TEACHER TRAINING FOR ADDRESSING THE INCLUSION PROCESS: STUDENTS WITH ASD

Dói: https://doi.org/10.5281/zenodo.22063627

Autora:

Maria Araújo Neta[1]

[1] Mestranda em Ciências da Educação. E-mail: maria_araujo.n@outlook.com

 

RESUMO

 

O presente trabalho buscou analisar a importância da formação do professor para o enfrentamento do processo de inclusão, especificamente com alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Diante disso, o objetivo desse estudo foi discutir, com base em bibliografias atualizadas, a importância da formação docente e os desafios que esse profissional enfrenta para incluir crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas rotinas e/ou atividades em sala de aula. A pesquisa ocorreu metodologicamente com abordagem qualitativa, e, para contribuir, foi realizada pesquisa bibliográfica e documental. Assim, aproveitou-se de diversas produções científicas que foram essenciais para a discussão entre os autores, compreensão e discussão sobre o assunto abordado. A pesquisa conseguiu mostrar que a capacitação docente precisa atuar de forma mais específica e aprofundada no que diz respeito às necessidades dos alunos com TEA, principalmente quando se trata de crianças. A deficiência na formação mostra que a maioria dos professores não tem qualquer preparo para auxiliar os alunos em seu processo de aprendizagem, sob o risco de afastar esse aluno e sua família da escola. Concluiu-se que, se o professor for devidamente preparado, ele passa a ser mais capaz de ampliar seus métodos de aprendizagem, proporcionando um ambiente mais acolhedor para a criança, e assim seu desenvolvimento ocorre de forma mais eficaz.

Palavras-chave: inclusão escolar. Formação docente. Desafios. Transtorno do Espectro Autista (TEA).

 

ABSTRACT

This study aimed to analyze the importance of teacher training in addressing the inclusion process, specifically regarding students with Autism Spectrum Disorder (ASD). Consequently, the objective was to discuss—based on up-to-date literature—the importance of teacher training and the challenges professionals face in including children with ASD in classroom routines and activities. The study employed a qualitative methodological approach, utilizing bibliographic and documentary research. Various scientific publications were drawn upon, proving essential for the discussion among authors and for understanding the subject matter. The research demonstrated that teacher training needs to be more specific and in-depth regarding the needs of students with ASD, particularly when dealing with children. Deficiencies in training reveal that teachers often lack the preparation to assist these students in their learning process, creating a risk of alienating both the student and their family from the school environment. The study concluded that with proper preparation, teachers are better equipped to expand their teaching methods and create a more welcoming environment for the child, thereby fostering more effective development.

Keywords: School inclusion. Teacher training. Challenges. Autism Spectrum Disorder (ASD).

 

1 INTRODUÇÃO

 

A inclusão nas escolas é um tema que sempre é muito comentado em debates, conferências e nos mais diversos encontros pedagógicos. A missão de preparar o ambiente escolar para receber alunos com transtornos e deficiências não é mais um diferencial, tornou-se algo indispensável. O desafio consiste em proporcionar adaptações de forma a dar condições para o desenvolvimento socioemocional desses estudantes.

Convém destacar que, para que todos os educandos consigam ter acesso a uma educação de qualidade, é indispensável a qualificação do professor. Isso porque, com a qualificação correta, o professor tem capacidade para identificar as dificuldades e as potencialidades de cada criança e assim, trabalhar de forma mais específica. De toda maneira, é vital que os profissionais sejam capacitados, pois muitas vezes encontram-se despreparados e desmotivados. Para que haja um ambiente inclusivo na sociedade, é de suma importância que exista um processo educacional liderado por docentes que tenham especialidade naquele ambiente, a fim de capacitar os outros professores (SILVA; FILGUEIRA, 2022).

É importante ter consciência dos desafios enfrentados pelo professor, haja vista que, infelizmente, muitos docentes não têm o conhecimento necessário do que seria o TEA, ao mesmo tempo que esses profissionais também não possuem uma capacitação a respeito da educação inclusiva e algumas escolas necessitam de suporte para essa inclusão. Com isso, os professores apresentam seus trabalhos com grande dificuldade (SILVA, 2022). Conforme estabelecido na Lei nº 12.764/12, que aborda a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, é extremamente relevante e necessário a capacitação dos professores (BRASIL, 2012).

Diante de todas essas afirmações feitas anteriormente, pode-se destacar que é essencial abordar o tema educação inclusiva. Dito isso, pontua-se que esta pesquisa terá como norte o seguinte questionamento: qual a importância da formação docente e os desafios que esse profissional enfrenta para incluir crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas rotinas e/ou atividades em sala de aula?

Visto isso, observa-se que o objetivo geral deste trabalho é discutir, com base em bibliografias atualizadas, a importância da formação docente e os desafios que esse profissional enfrenta para incluir crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas rotinas e/ou atividades em sala de aula.

Ademais, cabe mencionar que a pesquisa foi desenvolvida por meio da revisão de literatura, com abordagem qualitativa, assim, diversos livros, artigos, teses e dissertações foram utilizados para enriquecer esse debate. Além disso, para realizar a coleta de dados, foram usadas as pesquisas documental e bibliográfica, sendo que foram usadas plataformas de pesquisa, a saber: Google Acadêmico e Scielo.

 

2 A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA O ENFRENTAMENTO DO PROCESSO DE INCLUSÃO

 

Ao trabalhar de forma articulada com o ensino comum, a educação inclusiva contribui para o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais flexíveis e individualizadas, garantindo que cada aluno receba o apoio necessário para o seu progresso acadêmico e social. A colaboração entre educadores especializados e professores regulares é essencial para a implementação eficaz desse modelo inclusivo.

Vale ressaltar que uma abordagem inclusiva não apenas beneficia os alunos com necessidades educacionais especiais, mas também promove uma cultura de respeito, empatia e compreensão entre todos os alunos. Isso prepara os estudantes para viverem em uma sociedade diversificada. No entanto, é importante ressaltar que a implementação bem-sucedida da educação inclusiva requer recursos adequados, formação contínua e um compromisso real com os princípios da inclusão.

Percebe-se que a educação inclusiva se apresenta como uma transformação para uma sociedade mais inclusiva, propondo aos sujeitos participação e oportunidade nas instituições educacionais. Para que essa inclusão aconteça de forma qualitativa e produtiva nas instituições educativas, faz-se necessário pensar na formação do professor, visto que o professor é o agente essencial e indispensável para tal inclusão.

Batista e Enumo (2004) salientam a necessidade de compreender as condições que permeiam a prática da educação inclusiva. Estas autoras reforçam a importância dos professores que lidam diariamente com alunos com necessidades educacionais especiais, sendo, portanto, os principais agentes no processo de inclusão escolar.

É comum ouvir que alguns professores são resistentes a essa prática inclusiva, e alguns não têm tempo para realizar tal tarefa; já outros não disponibilizam de tempo para aprimorar os conhecimentos, tornando-se, assim, um pouco resistentes ao processo de inclusão, mas a questão é: o que é disponibilizado ao professor em relação à sua condição de lidar com cada especificidade do aluno em função de deficiências diversificadas?

Conforme as leituras que fizemos, ainda têm muito a ser feito para que a inclusão de fato aconteça. A culpabilização do professor pelo fracasso, em muitos casos, evidencia um desvio de responsabilidades. Na realidade, os professores e a escola como um todo precisam ter oportunidades ofertadas por políticas públicas governamentais que estejam compromissadas com a qualidade educacional, que formem constantemente o professor para rever suas práticas e adequá-las de modo satisfatório, tendo uma base teórica que lhe dê suporte. Nas palavras de Stainback e Stainback (1999, p. 346):

Os professores das classes inclusivas podem precisar aumentar suas habilidades no manejo dos relacionamentos entre professor e aluno. Por isso, que a capacitação formal é recomendada para aqueles professores que têm dificuldades quanto à aquisição das habilidades para construir relacionamentos entre aluno e professor, através de abordagem de comunicação.

Ao perceber a importância de um processo contínuo de formação para a atuação dos professores, pensando na sua capacitação, na dimensão da prática pedagógica, percebe-se que as ações dos sujeitos estão relacionadas a diferentes concepções e compreensão do mundo social, que não desvincula a teoria da prática. Neste sentido, Mazzota (1996, p.43) afirma que um “programa de professores deve incluir amplo fundo de educação profissional comum e especializado. Além disso, devem ser-lhe proporcionadas experiências práticas, integradas com a teoria”.

Com isso, sugere que a formação não pode mais considerar apenas um aspecto em detrimento do outro. Teoria e prática devem ser consideradas de modo associado ao contexto escolar, de onde partem as principais problemáticas a serem estudadas e para as quais precisam buscar soluções, o que não tem sido preocupação central para o ensino brasileiro. Não é possível visualizar a formação do profissional nesta perspectiva como prioridade governamental, ficando a cargo de algumas atitudes isoladas ou do interesse do professor, que busca por sua conta algum conhecimento sobre o assunto.

Não queremos com isso dizer que apenas a definição de uma política de formação contínua de professores seja capaz de garantir qualidade educacional, que depende também de outros aspectos, mas reconhecemos que é um dos mais importantes requisitos para o sucesso da aprendizagem e das transformações necessárias no campo educacional. Essa formação foi incluída legalmente pela Lei nº 12.014, de 2009, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 9.394/96, no Art. 61, parágrafo único, no qual enuncia:

 

A formação dos profissionais da educação, de modo a atender às especificidades do exercício de suas atividades, bem como aos objetivos das diferentes etapas e modalidades da educação básica, terá como fundamentos:

I – a presença de sólida formação básica, que propicie o conhecimento dos fundamentos científicos e sociais de suas competências de trabalho;

II – a associação entre teorias e práticas, mediante estágios supervisionados e capacitação em serviço;

III – o aproveitamento da formação e experiências anteriores, em instituições de ensino e em outras atividades.

 

Embora tenha a previsão de que a formação continuada feita no contexto de trabalho, não faz parte como prioridade das políticas públicas governamentais e não traga de modo especificado a formação para a inclusão. O Ministério da Educação (MEC), em 1993, por meio do Plano Nacional de Educação para Todos, incluiu aspectos a serem trabalhados e melhorados para atender as crianças com deficiência. Nesse documento, os profissionais inseridos na educação devem ter melhor formação para atuar no ensino regular, destacando-se aqueles que atuam com “portadores de deficiências, problemas de conduta e superdotadas”, dando-lhes condições de realizar um trabalho completo e eficiente.

Está evidente que já existe uma legislação que garante essa formação, mas o problema é que ela ainda não foi colocada em prática e que, para que isso ocorra, é preciso discutir sobre o assunto, apontando para a importância da formação continuada no contexto escolar, para que a teoria traga elementos importantes e auxilie na melhoria da prática do professor.

Entre vários fatores que interferem na qualidade da Educação Inclusiva ofertada atualmente, como má adequação de estrutura física, falta de investimentos em materiais específicos para cada caso, entre outros, está a falta de investimento na capacitação de professores e demais profissionais necessários para atuarem com crianças com deficiência. Houve um processo de regulamentação da Educação Inclusiva, que exige atuação do professor com alunos deficientes, na maioria dos casos sem nenhum preparo. Conforme Facion (2009, p. 143):

 

O professor é diariamente desafiado a corresponder às novas expectativas projetadas sobre ele, apesar da carência de recursos materiais, das limitações das renovações pedagógicas e da escassez de material didático, componentes de um quadro gerado pela crise econômica e pelos cortes orçamentários. Quanto aos professores que atuam com alunos com necessidades educativas especiais, os problemas se intensificam.

 

Isso porque, como expressa o professor, vive sendo desafiado o tempo todo com novas situações para as quais não foi adequadamente preparado. Além de conviver com escassez de recursos e, na maioria dos casos, com salas superlotadas, ao vivenciar esse processo de exclusão, precisam de um suporte pedagógico e teórico para lidar com as individualidades de cada deficiência. Isso só será possível diante de um planejamento institucional que contemple a formação de professores no contexto escolar e de modo contínuo.

O desafio que se enfrenta nesse século consiste em transformar a escola de todos para todos numa instituição igualitária, ou seja, por meio da renovação de suas práticas educativas para atender à realidade dos desafios que chegam à sociedade, na formação de um cidadão pleno de seu compromisso.

É de suma importância entender que a formação inicial do professor deveria proporcionar a ele condições de um trabalho docente consciente, em outras palavras, não só de teoria, mas destacar a construção do conhecimento com práticas para que se possa enfrentar os desafios do processo ensino-aprendizagem. Desta forma, Saviani (2010, p. 53):

 

A formação de professores deveria garantir uma sólida cultura que lhes permita atingir uma aguda consciência da realidade em que vão atuar, associada a um consistente preparo teórico-científico que os capacite à realização de uma prática pedagógica coerente. […] Condições adequadas de trabalho que lhes permitam atualização constante, preparação consistente de suas atividades curriculares e atendimento às necessidades pedagógicas dos alunos, revendo e reelaborando os conteúdos e os métodos do ensino ministrado.

 

Sendo assim, compreender que a formação do professor necessita acontecer de forma contínua e continuada, que o conhecimento seja progressivo e sistematizado com perspectivas de inovar, vencer os desafios, é preciso, antes de tudo isso, parar de enxergar a educação como processo de integração, mas sim como inclusão, com base nos fundamentos de direitos humanos, pois a educação é um direito de todos, com garantia de acesso e permanência nas escolas (OLIVEIRA, 2012).

Portanto, o professor que não identifica as peculiaridades em seus próprios alunos, como também as potencialidades que estes possuem, não pode apresentar um currículo flexível à necessidade dos educandos.

2.1 As ferramentas e necessidades que o professor precisa ter à sua disposição para concretizar a inclusão de alunos com deficiência

 

Concorda-se com autores da área sobre a necessidade de que a escola esteja preparada fisicamente para receber aqueles alunos que apresentam dificuldades de locomoção, seja devido a uma deficiência física, seja devido a uma deficiência visual. Há ainda a necessidade de rever os recursos didáticos pedagógicos que estão sendo utilizados e, conforme reiterado anteriormente, (re)pensar a formação dos professores. Segundo Mittler (2003, p. 20):

 

A inclusão depende do trabalho cotidiano dos professores na sala de aula e do seu sucesso em garantir que todas as crianças possam participar de cada aula e da vida da escola como um todo. Os professores, por sua vez, necessitam trabalhar em escolas que sejam planejadas e administradas de acordo com linhas inclusivas e que sejam apoiadas pelos governantes, pela comunidade local, pelas autoridades educacionais locais e acima de tudo pelos pais.

 

Portanto, a má formação do professor ou a falta de uma formação continuada para lidar com o público que possui alguma necessidade especial são fatores que podem influenciar no processo educacional inclusivo. Sendo assim, é necessária uma atenção maior em relação à formação dos docentes, a fim de melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem.

Isto porque muitas dificuldades e obstáculos são enfrentados pelos professores, além de sua formação, conforme já citado. Os estudos demonstram que os professores que trabalham com crianças com necessidades educativas especiais se queixam não apenas da formação recebida, mas também da falta de recursos didáticos e pedagógicos que sejam apropriados para cada tipo de necessidade. Falta-lhes, por exemplo, material em braille para o trabalho com alunos com deficiência visual, o que dificulta, por conseguinte, a inserção da criança na sala de aula e nas atividades a serem desenvolvidas. Esta e outras dificuldades podem acarretar na evasão escolar, uma vez que os alunos não se sentem incluídos, como também os professores apresentam dificuldades para incluir estes alunos (TAVARES, SANTOS; FREITAS, 2016).

A inclusão tem como um de seus princípios a transformação da realidade escolar. Fatores como a má remuneração, a desvalorização do papel do professor, a falta de recursos humanos e pedagógicos, dentre outros, são fatores que contribuem para a difícil tarefa de incluir crianças com necessidades educativas especiais no ensino regular.

Para Rego et al. (2022), a educação inclusiva é um processo de ensino que está direcionado para proporcionar, de maneira geral, o desenvolvimento do convívio social entre todos os alunos sem preconceitos, reconhecendo as diferenças, de modo que consigam desenvolver suas aptidões, já que eles possuem necessidades diferentes, que precisam ser identificadas e respeitadas, possibilitando assim o aprendizado de todos.

Portanto, trata-se de um processo educativo norteado para educar de forma livre de preconceitos, garantindo assim igualdade a todas as crianças em um mesmo contexto escolar, reconhecendo e valorizando as diversidades, assegurando um ensino uniforme para todos, sem exceção.

Menezes, Silva e Padilha (2022) destacam que o uso das tecnologias digitais tem sido visto por muitos professores como uma ameaça ao seu sentido de ser e existir profissionalmente, uma vez que descentraliza o monopólio do conhecimento e exige novas competências da escola, dos profissionais e atores que dela fazem parte. Ao pensar em uma perspectiva de ensino que contemple as exigências impostas pela sociedade da informação e do conhecimento, inevitavelmente, torna-se imperativo pensar no uso das tecnologias enquanto possibilidade potencializadora de interação, comunicação e atendimento à diversidade, na perspectiva de um ensino e de uma sociedade cada vez mais inclusiva.

Para Libânio, Castelar e Garcia (2022), ao considerar as tecnologias como um importante aliado na diversificação do ensino e no atendimento à proposta de educação inclusiva, faz-se necessário questionar e ressignificar alguns fatores que ainda perpetuam nas escolas e impossibilitam o uso desse instrumento como potencializador e mediador da aprendizagem. Dentre eles, o conceito de comunicação e a necessidade de mudança de postura docente frente à percepção de como se constrói o conhecimento.

Para Mendonça (2020), as tecnologias digitais, quando utilizadas de maneira intencional, planejada e a serviço da valorização da diversidade, podem se tornar um importante aliado na construção de uma proposta de ensino que preze pelo protagonismo do aluno em seu processo de aprendizagem. Os avanços tecnológicos e científicos promovem diversas possibilidades que viabilizam estratégias diferenciadas a partir de intervenções educacionais, na perspectiva de uma escola inclusiva.

Uma solução para a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade são as ferramentas de tecnologia assistiva (TA). Essas ferramentas são usadas justamente para tentar devolver ou aproximar as habilidades funcionais dessas pessoas às das pessoas sem deficiência. A TA deve ser entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada, que se encontra impedida por circunstância de deficiência ou pelo envelhecimento (SILVA et al., 2023).

Silva et al. (2023) relatam que uma escola que se pretende inclusiva, deve estar atenta para identificar e responder à altura das necessidades educativas especiais que seus alunos possuem. Nesse ínterim, as tecnologias educacionais e a Tecnologia Assistiva (TA) se apresentam como suportes de notório alcance na garantia de autonomia e facilitação da aprendizagem.

Portanto, alguns exemplos de tecnologias assistivas são: Máquina de datilografia Braille, Calculadora sonora, Impressora Braille, mesa educacional, entre outros. A tecnologia assistiva é essencial para que as escolas consigam cumprir com o seu dever de ensinar todas as crianças e adolescentes, sendo eles com deficiência ou não, e contando com o aporte tecnológico.

2.2. O papel do educador como mediador de aprendizagem nas aulas

 

O educador atua como mediador ao facilitar a construção do conhecimento, sendo um incentivador, facilitador e apoiador do aluno em seu processo de aprendizagem ativa e autônoma.

A pedagogia origina-se da necessidade de uma melhor apreensão do processo de desenvolvimento de habilidades, visto que, muitas vezes, é necessário do educador muito mais do que apenas conhecimentos de currículo. Um professor também não tem uma única forma, sendo visto apenas como aquele que está em um ambiente fechado de sala de aula. Nesse sentido, Cunha afirma que:

 

Não há como falar em inclusão sem mencionar o papel do professor. É necessário que ele tenha condições de trabalhar com a inclusão e na inclusão. Será infrutífero para o educador aprender sobre dificuldades de aprendizagem e modos de intervenção psicopedagógica se não conseguir incluir o aluno (CUNHA, 2014a, p. 101).

 

É notável o relevante papel do professor para mediar a aprendizagem. Ele precisa conhecer o aluno, para só assim desenvolver as suas habilidades e potencialidades. Não existe receita para ser professor, nem para tomar decisões sobre as dificuldades que surgirem, por isso faz-se necessário ter conhecimento e preparo para atuar na educação inclusiva, e para levar em consideração as características e singularidades de cada estudante e do âmbito escolar.

A Pedagogia tem se formado e ganhado forma em um espaço elevado para a reflexão sobre as questões de ensino-aprendizagem (o universo educacional). Sendo assim, está intimamente ligada ao ato de brincar, como fonte de conhecimento e de mediação do processo de aprendizagem. “É importante referir que o aluno com necessidades educativas especiais deve encontrar-se inserido na classe (turma) regular, sempre que possível, devendo, no entanto, as suas características e dificuldades específicas serem sempre consideradas” (CAVACO, 2014, p. 23).

A partir do conhecimento que o professor deve ter das particularidades de cada estudante, ele terá melhores possibilidades de realizar as intervenções necessárias. A formação docente é fundamental para o atendimento dos estudantes com deficiência, seja ela qual for, e deve ser diligente e perspicaz.

É importante destacar que é primordial ao professor aprender a se relacionar com os seus alunos, criando meios para identificar suas dificuldades e necessidades, possibilitando, com isso, um convívio harmonioso e com grandes resultados. “A percepção de um bom professor, capaz de identificar detalhes comumente não notados e de mediar ações voltadas ao estímulo em suas várias formas, mesmo por meio do movimento e esporte” (CUNHA, 2013, p. 55). As formações iniciais como modalidade esportiva datam do século XIX, embora com certeza já se soubesse movimentar-se há muito tempo. Há várias notas de homens em forma de pinturas em paredes de cavernas, que os arqueólogos calculam ser de milhares de anos atrás.

Cunha (2014b) enfatiza ainda que, para orientar os alunos, é necessário ter atenção, devido aos estímulos do ambiente, para dar suporte na troca de respostas, e apresenta algumas dicas para professoras que trabalham com autistas. “Penetrar no mundo do autista; concentrar-se no contato visual; trazer sempre o olhar do autista para as atividades que ele está fazendo. Entreter-se com as brincadeiras do autista; procurar sempre enriquecer a comunicação” (CUNHA, 2014c, p. 85).

Respeitar a diversidade significa compreender o aluno como um ser singular que precisa de estímulos que o envolvam no processo de aprendizagem. A formação é imprescindível, mas, atrelado a essa formação, à experiência e ao conhecimento, é preciso estar também, a afetividade, o empenho, o olhar atento, mas, sobretudo, o desejo de superar suas limitações como educador (SCHWARTZMAN, 2010a).

As aulas não devem atingir somente os objetivos específicos, mas também adaptação ao meio, melhor convívio com os colegas. Devem atingir também todas as potencialidades da criança, compreendendo os domínios afetivo, cognitivo e psicomotor.

As aulas necessitam promover um relacionamento entre o lazer lúdico e o método, por meio de procedimentos pedagógicos criativos, com regras de jogo, brincadeiras, desde que destacando sempre o desenvolvimento da criança e suas potencialidades.

Desde cedo as crianças devem ser estimuladas a exercerem modalidade de atividade física. As vantagens de um esporte iniciado logo cedo são inúmeras, desde o fortalecimento muscular até a estimulação da coordenação fina. Por meio de métodos interventivos, pode-se possibilitar uma ação pedagógica focada na solução de dificuldades de aprendizagem e de resolução de problemas. O processo de aprendizagem da criança é entendido como um processo mais longo e extensivo, implicando componentes de vários eixos de estruturação, como afetivo, cognitivo, social, cultural, entre outros, pois é preciso esse conhecimento amplo para se entender as reais dificuldades (SCHWARTZMAN, 2010b).

Esse processo de aprendizagem, bem como suas dificuldades, deixa de focalizar somente o aluno e o professor isoladamente e passa a ser visto como um processo de interações entre ambas as partes. Sendo assim, “É possível constatar que uma das formas de trabalho pedagógico é fazendo uso do lúdico, quer seja em sondagem de conhecimento, ou nas aulas” (BOSSA, 2007, p. 31)

O educador, como mediador de informação, deve estar munido também dessas práticas pedagógicas para que possa atuar de forma assertiva. Grandin e Panek (2015, p. 79) destacam que “quase todos os autistas e, na verdade, cerca de nove em dez pessoas com autismo apresentam um ou mais transtornos sensoriais”. A necessidade do conhecimento do aluno fortalece a efetivação de posturas assertivas para a mediação das aulas e formação de um aluno mais seguro.

Desta forma, a pedagogia educacional deve dedicar-se às áreas relacionadas ao planejamento educacional e assessoramento pedagógico, tendo sua colaboração com os planos educacionais e visando às singularidades e necessidades de cada aluno (CAVACO, 2014).

Visando à melhoria na realidade do educando, é dever do educador definir quais objetivos pretende alcançar, utilizando um método adequado, no qual estará selecionando jogos, brincadeiras e brinquedos coerentes, buscando atingir ao máximo os conhecimentos da criança. E isso só será possível por meio de conhecimento e capacitação por parte do educador que encontra dificuldades para uma especialização realmente efetiva. De acordo com Cunha (2014, p. 48), a “literatura pedagógica ligada à prática na educação especial também contribui para o estado das coisas. A maior parte da produção acadêmica vem da área médica. O professor fica sem suporte específico para o trabalho docente”. O uso do lúdico nesse processo também se encontra cada vez mais em foco; no entanto, ainda por ser novo, acha-se em um plano voltado mais à formação de experimentação.

O uso da ludicidade como ferramenta de expansão do conhecimento depende do professor, que, sendo um mediador de aprendizagens, não pode se fechar ao uso adequado de seu tempo nas aulas. Assim, deve existir uma mediação entre o currículo e a aprendizagem, visando sempre o crescimento do aluno. As aulas devem ter a função de desencadear na criança o interesse por todas as atividades propostas, para propiciar o desejo de continuar com a prática nas mais diversas atividades e a conquista de novos aprendizados (SCHMIDT, 2017).

A mediação, por meio de acompanhamento, permite um estímulo maior ao portador de deficiência, o que melhora sua qualidade de vida, bem como sua interação. A sala de aula entra nesse processo como um facilitador para essas terapias, estimulando a participação e interação.

2.3 A importância de docentes capacitados para atender e incluir alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

 

A formação do professor tem uma missão de extrema importância para a qualidade da educação inclusiva, no que se refere principalmente ao atendimento de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A adequação da formação dos professores é vital para garantir que as práticas pedagógicas possam atender às necessidades desse público, promovendo sua inclusão e participação ativa dentro da escola. Diversos estudos tem destacado a importância da preparação dos educadores e como estas podem proporcionar efeitos direto na eficácia das estratégias utilizadas no atendimento a estudantes com TEA (CAPELLINI; ZAGURY, 2021).

Segundo Capellini e Zagury (2021, p. 747), a formação docente funciona como um elemento vital para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas, que são indispensáveis para o sucesso educacional de alunos com necessidades específicas. Para que esses alunos apresentem uma educação de qualidade, é necessário que os professores possuam não somente conhecimentos a respeito do TEA, mas também competências práticas para aplicar metodologias que impulsionem a inclusão desses alunos, assim como ações adaptadas às especificidades do transtorno.

De acordo com Souza (2020, p. 55):

 

As TIC têm o potencial de tornar a educação mais inclusiva, oferecendo recursos que atendam às necessidades específicas dos alunos com deficiência e garantindo que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade. Essas tecnologias podem ser adaptadas para oferecer recursos personalizados que atendam às necessidades individuais de alunos com deficiência. Isso pode incluir software de acessibilidade, dispositivos assistivos e ferramentas de comunicação alternativa, que ajudam a tornar o aprendizado mais acessível para alunos com diferentes tipos de deficiência. Dessa forma, há a importância de garantir que todos os alunos, independentemente de suas características ou circunstâncias, tenham a oportunidade de receber uma educação de qualidade.

 

A relação entre o conhecimento sobre o TEA e o sucesso no atendimento educacional fica cada vez mais clara, conforme destacado por Domingues e Freitas (2022, p. 125). O conhecimento a respeito do transtorno permite que os educadores passem a conhecer melhor as características e as necessidades individuais dos alunos, o que se transforma em um benefício para a implementação de práticas pedagógicas eficazes. Além disso, a formação contínua dos professores a respeito das atualizações no campo do TEA é de extrema importância para a adaptação de estratégias de ensino que atendam às diversas manifestações relacionadas a esse transtorno.

Mazzotta (2020, p. 410) destaca que a formação docente precisa ocorrer de forma recorrente, para que os profissionais consigam manter sua atualização a respeito das novas abordagens e tecnologias educacionais voltadas para o atendimento de alunos com TEA. Nesse sentido, o conhecimento aprofundado que trata do transtorno esclarece melhor a identificação de formas que possam ser utilizadas para intervenção que respeitem as características do aluno, promovendo a sua inclusão com êxito.

Entretanto, mesmo com todos os avanços nas políticas públicas e nas práticas educacionais inclusivas, ainda persistem algumas lacunas relevantes na formação de professores para o atendimento a alunos com TEA. Essas lacunas têm ligação direta com a ausência de formação específica durante a graduação e com a escassez de programas de capacitação continuada que contemplem o tema de forma mais aprofundada.

Santos (2021, p. 149) destaca que a maioria dos professores, mesmo tendo boa intenção, ainda necessita de ferramentas pedagógicas adequadas para lidar com as necessidades de alunos com TEA, pois isso pode interferir diretamente na inclusão desses estudantes no ambiente escolar. A formação inicial, em boa parte das vezes, não consegue proporcionar os subsídios suficientes para que os educadores se sintam seguros para atender alunos que têm esse transtorno. Por outro lado, Rossi e Gomes (2020, p. 202) destacam que a formação continuada, quando bem conduzida, é uma ferramenta poderosa para a superação dessas lacunas, permitindo que os professores se apropriem de novas abordagens e se sintam preparados para atender de forma eficaz à diversidade presente nas salas de aula.

 

2.4 O papel das instituições de ensino na formação docente para inclusão de estudantes com TEA

 

O papel das instituições de ensino na formação docente para a inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é muito importante, pois elas podem conceder aos professores uma melhor preparação para atender a essa demanda específica. A colaboração entre escolas, universidades e centros de formação funciona como um pilar crucial para a preparação.

De acordo com Capellini e Zagury (2021, p. 749), “as parcerias entre essas instituições são essenciais para criar uma rede de apoio que favoreça a implementação de práticas inclusivas no ambiente escolar”. As universidades, quando juntam teorias e práticas no campo da educação inclusiva, podem conceder aos futuros educadores uma compreensão de forma mais completa das necessidades de alunos com TEA. Além disso, as escolas, que funcionam como espaços de vivência, desempenham um papel fundamental ao proporcionar aos docentes em formação a oportunidade de aplicar as estratégias pedagógicas em contextos reais, entrando de forma positiva para o sucesso da formação.

A integração de conteúdos que tratam sobre a inclusão e TEA nos currículos dos cursos de pedagogia também é um aspecto de grande importância na preparação dos futuros professores, que precisam compreender melhor como funciona o universo dessas crianças. Domingues e Freitas (2022, p. 127) destacam que “a presença desses temas nas disciplinas oferecidas aos estudantes de pedagogia é uma condição essencial para a construção de uma educação inclusiva”. Todavia, muitos currículos ainda não contemplam o TEA de forma aprofundada, e isso se transforma numa lacuna na formação dos docentes.

A introdução de temas relacionados ao TEA e à inclusão nas graduações é muito importante para garantir que os futuros docentes consigam assimilar o conhecimento necessário para adaptar suas práticas pedagógicas e atender de forma coerente às necessidades dos alunos com esse transtorno. A formação inicial, quando bem estruturada, consegue preparar o professor para lidar com as demandas da diversidade no contexto escolar, promovendo um ambiente de ensino inclusivo e acolhedor. Neste sentido, Sanches (2018, p. 8) explicita que:

 

As tecnologias e os games educativos podem ser ferramentas eficazes para engajar estudantes com autismo no processo de aprendizagem. Por meio de interfaces visuais e interativas, esses recursos possibilitam a criação de ambientes estruturados que atendem às necessidades sensoriais e de organização dos alunos, promovendo a aquisição de novas habilidades de maneira lúdica e estimulante.

 

A importância da formação continuada para a atuação docente nunca pode ser deixada de lado. Mazzotta (2020, p. 412) enfatiza que “a formação de professores não se encerra com a graduação, sendo necessário que os educadores participem de programas contínuos de atualização”. A formação continuada proporciona aos professores a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos, fazer as devidas reflexões a respeito das práticas e introduzir novas abordagens pedagógicas, no que diz respeito ao atendimento de estudantes com TEA.

Rossi e Gomes (2020, p. 204) afirmam que “as redes de apoio desempenham um papel crucial nesse processo, pois proporcionam um suporte constante aos educadores”. Essas redes podem aceitar grupos de estudos, tutoriais, encontros com profissionais especializados e troca de experiências entre docentes, deixando ainda mais forte a capacitação dos professores e garantindo que eles se sintam preparados para lidar com a diversidade nas salas de aula. A colaboração entre as instituições de ensino e as redes de apoio acaba beneficiando a formação docente, tornando-a completa e eficaz para atender às necessidades educacionais dos alunos com TEA.

 

2.4 Razões do (des)preparo docente para inclusão

 

O (des)preparo docente para a inclusão pode estar relacionado a vários fatores, começando pela falta de formação específica em educação inclusiva, inclusive a falta de suporte e recursos adequados, resistência a mudança nas práticas pedagógicas e dificuldades em lidar com a diversidade de necessidades dos alunos (CAMARGO et al., 2020). Entretanto, é importante dar o devido destaque de que o fator que causa mais (des)preparo é a carência de formação continuada (ANGELO, 2021).

Esse (des)preparo docente para a inclusão ainda persiste em ser um desafio extremamente significativo que interfere diretamente na qualidade da educação para todos os alunos. Existem diversos motivos que contribuem para essa falta de preparo dos professores em lidar com a diversidade de necessidades presentes em sala de aula. Um dos principais motivos é a ausência de formação continuada dos professores (CAMARGO et al., 2020).

Outro aspecto que não pode deixar de ser destacado é a resistência à mudança por parte de alguns docentes; eles não querem aceitar a mudança que está cada vez mais clara. A inclusão necessita que seja feita uma abordagem pedagógica diferenciada, que vá além do modelo tradicional de ensino. Alguns professores acabam se sentindo inseguros ao adotar novas estratégias e metodologias, pois não têm muito preparo, então eles têm medo de que isso afete negativamente o desempenho de toda a turma (CAMARGO et al., 2020).

A falta de capacitação contínua e oportunidades de desenvolvimento profissional também é considerada um fator limitante (CAMARGO et al., 2020). Os professores precisam ter à sua disposição apoio e acesso a cursos, workshops e orientação especializada para que suas habilidades sobre inclusão sejam aperfeiçoadas. Por fim, questões atitudinais e estereótipos em relação à deficiência ainda persistem na sociedade e refletem-se no ambiente escolar. O desconhecimento sobre as potencialidades dos alunos com necessidades especiais, aliado a preconceitos enraizados, pode influenciar negativamente a postura dos professores em relação à inclusão (ANGELO, 2021).

Diante dessas razões, é fundamental promover uma reflexão ampla sobre o (des)preparo docente para a inclusão e buscar soluções que envolvam políticas educacionais mais inclusivas, investimento em formação continuada, disponibilização de recursos adequados e sensibilização da comunidade escolar como um todo. A valorização do papel do professor na construção de ambientes educacionais verdadeiramente inclusivos é essencial para garantir o direito à educação de qualidade para todos os alunos.

 

3 CONCLUSÃO

 

Esta pesquisa buscou discutir, com base em bibliografias atualizadas, a importância da formação docente e os desafios que esse profissional enfrenta para incluir crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas rotinas e/ou atividades em sala de aula. Assim, com base em artigos, livros, dissertações e teses, foi construído todo um material que conseguiu ter êxito em sua missão.

A pesquisa conseguiu mostrar que a capacitação docente precisa atuar de forma mais específica e aprofundada no que diz respeito às necessidades dos alunos com TEA, principalmente quando se trata de crianças. A deficiência na formação mostra que os professores não têm qualquer preparo para auxiliar os alunos em seu processo de aprendizagem, sob o risco de afastar esse aluno e sua família da escola.

No entanto, é fato que a concretização da inclusão escolar de alunos com TEA enfrenta desafios, e um deles é a falta de formação adequada para os profissionais da educação, a escassez de recursos e a visão errada que a sociedade tem em relação ao TEA. Portanto, é essencial que a capacitação seja um alvo desses profissionais, assim como a sensibilização e apoio contínuo para garantir o sucesso da inclusão escolar.

Concluiu-se que, se o professor for devidamente preparado, ele passa a ser mais capaz de ampliar seus métodos de aprendizagem, proporcionando um ambiente mais acolhedor para a criança, e assim seu desenvolvimento ocorre de forma mais eficaz.

REFERÊNCIAS

 

BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3º do art. 98 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm. Acesso em: 11 ago. 2026.

 

BOSSA, Nadia A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

 

CAMARGO, Síglia Pimentel Höher et al. Desafios no processo de escolarização de crianças com autismo no contexto inclusivo: diretrizes para formação continuada na perspectiva dos professores. Educação em Revista, [S.L.], v. 36, p. 1-22, 2020. FapUNIFESP (SciELO).

 

CAPELLINI, V. L. M. F.; ZAGURY, C. E. A formação docente e o atendimento a estudantes com TEA: desafios e perspectivas. Revista Educação Especial, v. 30, n. 4, p. 745-762, 2021.

 

CAVACO, N. Minha criança é diferente? Diagnóstico, prevenção e estratégia de intervenção e inclusão das crianças autistas e com necessidades educacionais especiais. Rio de Janeiro: Wak, 2014.

 

CUNHA, Eugênio. Autismo e Inclusão: psicopedagogia práticas educativas na escola e na família. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2013.

 

CUNHA, Eugênio. Autismo e inclusão: psicopedagogia práticas educativas na escola e na família. 6. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2014.

 

DOMINGUES, C. E.; FREITAS, A. S. A formação continuada de professores para a inclusão de alunos com TEA. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 28, n. 1, p. 123-140, 2022.

 

GRANDIN, Temple; PANEK, Richard. O cérebro autista: pensando através do espectro. Rio de Janeiro: Record, 2015.

 

MAZZOTTA, M. J. S. Educação inclusiva e os desafios na formação de professores para estudantes com TEA. Revista Psicologia Escolar e Educacional, v. 24, n. 2, p. 405-420, 2020

 

ROSSI, R. A.; GOMES, M. S. O papel da formação continuada na prática inclusiva para estudantes com TEA. Revista Brasileira de Formação de Professores, v. 4, n. 3, p. 201-218, 2020.

 

SANCHES, T. A. O lúdico na aprendizagem da criança com autismo: rompendo a cápsula. XV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, Salvador, 2018.

 

SANTOS, Wederson. Deficiência como restrição de participação social: desafios para avaliação a partir da Lei Brasileira de Inclusão. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2021.

 

SCHMIDT, Carlo. Transtorno do Espectro Autista: Onde estamos para onde vamos. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 22, n. 2, abri/jun. 2017.

 

SCHWARTZMAN, José Salomão. Entrevista: Conceito e Classificação do Autismo. Disponível em: http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/642/autismo/pagina1/conceito-e- classificacao Acesso em: 10 ago. 2026.

 

SILVA, Diana Nogueira da; FILGUEIRA, Jéssica Silva. Formação docente e os desafios no processo de inclusão: o professor como facilitador da inserção do aluno com tea no sistema educacional. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 7., 2022, [S.L.]. Resumo. [S.L.]: Realize, 2022. p. 1-8.

 

SILVA, Cristiane Alves dos Anjos. Repensando práticas com a inclusão (TEA) na educação infantil: um estudo observacional sobre os desafios do professor em sala de aula. In: FARIAS, Helena Portes Sava de; FARIAS, Bruno Matos de. Desafios na contemporaneidade. Rio de Janeiro: Epitaya, 2022.

 

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