Relationship between academic performance and family participation in school activities: a literature review
AUTORES: Reginaldo Ferreira da Silva¹
Manuela Barbosa de Castro²
Thávilla Roany de Queiroz Freitas Lima³
¹ Graduado em Pedagogia
² Mestre em Ciências da Educação
³ Doutora em Ciências da Educação
RESUMO
Este trabalho fornece uma análise bibliográfica referente à correlação entre a participação da família e o desempenho acadêmico, com destaque para a colaboração entre escola e família no contexto educacional. O estudo é constituído pela coleta de obras, artigos e textos teóricos, visando a identificar conceitos, metodologias e evidências acerca da maneira como a participação dos pais e responsáveis pode impactar o desempenho acadêmico e o desenvolvimento emocional dos estudantes. A literatura examinada discute elementos como a interação entre a escola e a família, a comunicação sobre desafios enfrentados em sala de aula, além de estratégias de envolvimento dos pais que potencializam o aprendizado. Também são consideradas as eventuais dificuldades à participação e as variações que ocorrem em função de contextos socioeconômicos e culturais. Destaca-se, a partir dessa síntese, que a interação contínua entre a família e a escola, fundamentada no respeito mútuo, no diálogo e no apoio emocional, propicia um acompanhamento mais eficaz do aprendizado do educando, bem como favorece o desenvolvimento de habilidades metacognitivas e socioemocionais. Restrições: a análise está condicionada à acessibilidade e ao padrão das fontes publicadas, assim como à potencial diversidade dos contextos investigados. Conclui-se que existem indícios de que a colaboração entre família e escola constitui um elemento significativo para o desempenho educacional, indicando orientações para políticas e ações que promovam a participação dos pais e a comunicação eficaz entre as instituições e as famílias.
Palavras-chave: envolvimento familiar, relação entre escola e família, desempenho acadêmico, participação dos pais, educação e família.
ABSTRACT
This work provides a bibliographic analysis regarding the correlation between family involvement and academic performance, with a focus on the collaboration between school and family in the educational context. The study consists of the collection of works, articles, and theoretical texts, aiming to identify concepts, methodologies, and evidence regarding how parental and guardian involvement can impact students’ academic performance and emotional development. The examined literature discusses elements such as the interaction between school and family, communication about challenges faced in the classroom, as well as parental involvement strategies that enhance learning. Potential difficulties in participation and variations that occur due to socioeconomic and cultural contexts are also considered. It is highlighted, based on this synthesis, that the continuous interaction between the family and the school, grounded in mutual respect, dialog, and emotional support, provides a more effective monitoring of the student’s learning, as well as fosters the development of metacognitive and socio-emotional skills. Restrictions: the analysis is conditioned by the accessibility and the standard of the published sources, as well as the potential diversity of the investigated contexts. It is concluded that there are indications that collaboration between family and school constitutes a significant element for educational performance, suggesting guidelines for policies and actions that promote parental involvement and effective communication between institutions and families.
Keywords: family involvement, relationship between school and family, academic performance, parental participation, education and family.
INTRODUÇÃO
Este estudo baseia-se em diversas considerações teóricas de autores que abordam a leitura, seu aprendizado e as dificuldades correlatas, especialmente no contexto dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
O trabalho fundamenta-se na compreensão de que a leitura não deve ser simplificada em um ato mecânico de decodificação (Silva, 2021), mas deve constituir um processo dinâmico e prazeroso, no qual o professor desempenha o papel de mediador e leitor competente, apto a atribuir significado às práticas de leitura. A relevância da qualidade, diversidade e acessibilidade dos textos desde a educação básica é enfatizada como um requisito para uma iniciação satisfatória (Ferreira, 2018).
A questão da desmotivação e do insucesso na aquisição da leitura é discutida levando em conta diversos fatores: desde a disponibilidade de materiais variados na escola e o contato inicial com livros até o contexto socioeconômico e cultural da família e a metodologia de ensino utilizada pelos educadores.
Autores como Konkiewitz (2015) e Costa (2017) enfatizam a função da escola como um ambiente essencial para aprimorar a leitura, consolidar laços com a literatura e fomentar o pensamento crítico e a cidadania, integrando saberes locais e universais. A pesquisa visa analisar as dificuldades e desinteresses à luz das contribuições teóricas, propondo-se a verificar as condições materiais e metodológicas disponibilizadas pela instituição e a identificar os fatores relacionados à apatia dos alunos.
O objetivo final é auxiliar na formulação de estratégias que tornem a leitura uma prática significativa, capaz de fomentar o desenvolvimento integral do indivíduo e sua inserção consciente na sociedade.
2 A influência das emoções da família na aprendizagem.
A família é o primeiro lugar onde as pessoas aprendem a se relacionar. Ela está sempre presente na vida de todos. Mesmo assim, ao longo da vida, as pessoas também conhecem outros lugares, como a escola e o trabalho. É importante destacar que, mesmo com diferentes tipos de famílias que existem e vivem ao mesmo tempo, a família sempre tem um objetivo em comum. Esse objetivo é cuidar da união entre duas pessoas que se baseia em valores éticos.
O respeito entre elas é algo essencial. Elas ajudam a fortalecer a família, que é a base da vida em sociedade. Mesmo que a família não tenha mais apenas um tipo, agora existem muitos tipos diferentes de famílias.
Cury (2015) fala sobre a importância dos laços afetivos. Esses laços são um apoio emocional e social para a família. Eles ajudam as pessoas a enfrentar o estresse que vem das dificuldades do dia a dia. Além disso, esses laços ajudam no crescimento e no aprendizado. Isso é evidente e importante.
Para entender como as pessoas se desenvolvem e como isso as afeta, é importante olhar para a família e a escola. Também é necessário ver como esses dois lados se conectam (Possomai, 2014).
A família precisa receber a criança. Ela deve dar um lugar seguro e cheio de amor para ela. Infelizmente, muitas pessoas não conseguem ter um relacionamento tranquilo. Para algumas pessoas, é complicadíssimo. Isso pode acontecer por causa de problemas de dinheiro ou problemas na sociedade. Ao olhar para este universo, as escolas podem fazer um lugar que seja mais parecido com a família. Isso ajuda os alunos a saírem de ambientes familiares prejudiciais. Assim, eles podem formar novas relações fora de suas casas. Isso permite que tenham uma vida melhor, com amizades estáveis e cheias de carinho. (Klemann, 2015).
Por isso, é importante lembrar que a escola deve ajudar os alunos a aprender coisas novas. Ela também deve incentivar a participação das famílias na educação. Isso é essencial para o aprendizado e a formação dos estudantes.
Essa é uma tarefa da escola. Por isso, nenhuma família precisa ensinar ou passar informações especiais ou científicas. Por outro lado, o professor não deve assumir responsabilidades que são da família do aluno. Entretanto, deve criar um atendimento que seja respeitoso, confiante e carinhoso. Isso é importante como profissional e como parte da sociedade. Mas não deve agir como se fosse um membro da família.
A família mudou durante a história, mas continua sendo um grupo de pessoas unidas por amor. É dentro dela que acontece todo o processo de aprendizado e desenvolvimento do ser humano. Portanto, um lar que é acolhedor e duradouro ajuda a criança a ter um desempenho satisfatório na escola. Um lar que tem problemas e falta de apoio social e financeiro só ajuda a piorar o comportamento escolar das crianças. Porém, é sabido que, quando algo está errado na família, a escola também será afetada.
Por isso, podemos dizer que muitos problemas que as crianças têm vêm das dificuldades na família. É importante entender que, quando falta o contato perto e carinhoso, isso faz com que algumas atitudes erradas apareçam. Essas atitudes ficam visíveis em casa e muitas vezes também na escola, mostrando indisciplina e baixo rendimento nos estudos.
É claro que o cuidado, a atenção e a proteção que a família oferece são muito importantes na educação das crianças, tanto na escola quanto em casa. Eles também ajudam a pensar sobre os problemas da sociedade. A família busca ensinar valores como ética e solidariedade, o que fortalece os laços entre os membros.
Por isso, é muito importante que a família esteja presente na vida escolar dos filhos. Quando as crianças percebem que seus pais ou responsáveis estão atentos ao que acontece na escola e verificam como elas vão nas aulas, elas se sentem mais confiantes. Assim, apresentam um melhor desempenho nas atividades escolares.
Szymanski (2003) afirma que é importante destacar que as mudanças nas famílias hoje nos ajudam a ver que os laços emocionais são mais importantes. Agora, o que une as pessoas em uma família não é mais só o casamento ou uma relação sexual. As conexões afetivas entre os membros da família são o que mais conta. A Constituição hoje pede respeito pela dignidade das pessoas. Ela considera os laços de afeto que ajudam a formar uma família, não importando se a formação é genética ou não.
Portanto, os pais de antigamente eram rigorosos com seus filhos e não deixavam que eles expressassem o que queriam. Os pais de hoje deixam que os filhos decidam sobre as situações. Assim, as crianças podem fazer suas próprias escolhas sobre o futuro delas. Os vínculos afetivos que se formam na família, especialmente entre pais e filhos, podem ajudar no desenvolvimento saudável das pessoas. Esses laços criam formas de interação que ajudam a pessoa a se adaptar melhor aos diferentes lugares onde vive.
Entende-se que a família precisa fazer um esforço para estar mais presente em todos os momentos da vida dos filhos, inclusive na escola. Porém, essa presença mostra que há atenção, participação, dedicação e trabalho em conjunto.
O papel dos pais é ajudar a escola, criando oportunidades para que seus filhos tenham sucesso tanto no aprendizado quanto no dia a dia. O crescimento da personalidade e das emoções está ligado aos sentimentos, à educação e às interações que acontecem dentro da família. É importante entender que as influências familiares não devem ser vistas apenas como algo que vem dos adultos para as crianças. Elas acontecem de várias maneiras e em todas as direções.
A relação entre mãe e filho ou pai e filho não depende apenas da sensibilidade da mãe, que é uma característica dela. Essa relação também envolve a sensibilidade como forma de agir dentro desse tipo de ligação. A sensibilidade na relação de carinho e proteção é a habilidade de perceber os sinais da criança. Isso significa entender o que ela precisa e responder de forma ágil e certa.
Sobre os estilos de carinho e ensino que as famílias usam, existem duas partes principais do jeito que pais e mães agem com seus filhos enquanto eles aprendem e crescem.
I – Afeto e comunicação:
Pais que mantêm relações acolhedoras e estreitas com seus filhos, mostrando uma grande sensibilidade diante das necessidades das crianças e também as incentivam a expressar e a verbalizar essas demandas, e pais que não demonstram expressões de afeto, apresentam frieza, hostilidade, podendo chegar até à rejeição e à falta de trocas comunicativas.
II – Controle e exigências:
Pais que são mais ou menos exigentes na hora de propor situações que suponham um desafio para as crianças e requeiram certa dose de esforço. Pais que controlam em maior ou menor medida a conduta da criança, se estabelecem ou não normas, se exigem seu cumprimento de forma firme e coerente. Com a combinação destas duas dimensões, apresenta-se a tipologia dos estilos educativos familiares.
III – Estilo democrático:
Caracteriza-se por níveis elevados tanto de afeto e comunicação como de controle e exigência. Possuem este estilo pais e mães que mantêm uma relação acolhedora, afetuosa e comunicativa com seus filhos, mas que, ao mesmo tempo, são firmes e exigentes com eles.
Com diálogo e sensibilidade em relação às possibilidades de cada criança, esses pais costumam estabelecer normas que são mantidas de forma coerente, embora não rígida; na hora de exercer o controle, preferem as técnicas indutivas, baseadas no bom senso e na explicação. Esses pais também incentivam os filhos para que se superem continuamente, estimulando-os a enfrentar situações que exigem deles um certo nível de esforço, mas que estão dentro de suas capacidades.
IV – Estilo autoritário:
Caracteriza-se por valores elevados em controle e exigência, mais baixos em afeto e comunicação. Pais com este estilo autoritário não costumam expressar abertamente seu afeto a seus filhos e não consideram muito seus interesses e necessidades. Seu excessivo controle pode manifestar-se em algumas ocasiões como uma afirmação de poder, pois as normas costumam ser impostas sem que haja nenhuma explicação. São pais exigentes e propensos a utilizar práticas coercivas (baseadas no castigo ou na ameaça) para eliminar as condutas que não toleram em seus filhos.
V – Estilo permissivo:
Caracteriza-se por elevados níveis de afeto e comunicação, unidos à ausência de controle e de exigências de maturidade. Nesse caso, são os interesses e os desejos da criança que parecem dirigir as interações adulto-criança. Os pais são pouco propensos a estabelecer normas, fazer exigências ou exercer controle sobre a conduta das crianças. Eles procuram se adaptar a suas necessidades, intervindo o menos possível com atuações que suponham exigências e pedido de esforços.
VI – Estilo indiferente ou negligente:
Caracterizam-se pelos níveis mais baixos em ambas as dimensões, dando lugar a pais com pouco envolvimento nas tarefas de crianças e educação. Suas relações com os filhos se caracterizam pela frieza e pelo distanciamento, mostram pouca sensibilidade com as necessidades das crianças, algumas vezes não atendendo sequer às questões básicas. Geralmente esses pais apresentam uma ausência de normas e exigências, mas algumas vezes exercem um controle excessivo, não justificado e incoerente.
As consequências de as crianças crescerem em famílias exigentes caracterizadas por um ou outro estilo foram descritas de forma sintética por Cubero e Moreno (1995).
- Filhos de pais democráticos: elevada autoestima, enfrentam novas situações com confiança e são persistentes nas tarefas que empreendem; destacam-se por sua competência social, seu autocontrole e pela interiorização de valores sociais, morais e educacionais.
- Filhos de pais autoritários: costumam ter baixa autoestima e pouco controle, embora se mostrem obedientes e submissos quando o controle é externo.
- Filhos de pais permissivos: mostram-se, à primeira vista, como os mais alegres e vitais; no entanto, também são imaturos, incapazes de controlar seus impulsos e pouco persistentes nas tarefas.
- Filhos de pais negligentes: têm problemas de identidade e de baixa autoestima; não costumam acatar as normas e são pouco sensíveis às necessidades dos demais; e, em geral, são crianças especialmente vulneráveis e propensas a experimentar conflitos pessoais e sociais.
O vínculo emocional que os pais estabelecem com seus filhos serve de modelo para seus relacionamentos futuros, seja no convívio escolar, familiar ou extrafamiliar. Crianças com conduta de apego-seguro mostram maior capacidade para compreender as suas próprias emoções, apresentam comportamento amigável e maior disposição em expressar estado de ânimo positivo frente às frustrações que surgem nas relações sociais e educacionais nos seus respectivos desenvolvimentos de aprendizagem.
As interações que surgem da conduta de apego seguro incluem a reciprocidade de afetividade, a compreensão e a empatia. Por meio dessas relações, pais e filhos são acometidos por uma interiorização de uma ideia sobre si mesmos, desenvolvendo uma autoestima que possibilita iniciativas de curiosidade e entusiasmo, as quais são valorizadas pelos iguais.
A autodeterminação e a independência afetiva são afetadas negativamente pela falta de um autoconceito familiar bem desenvolvido, que não é algo inato, é construído ao longo do tempo, se desenvolve e evolui com características distintas em cada fase da vida da criança e sofre influências das pessoas significativas do ambiente familiar, escolar, como: pais, professores e colegas, e das próprias experiências de sucesso e de fracasso.
Desta forma, percebe-se a importância dos pais e/ou cuidadores na formação e no desenvolvimento da autoestima das crianças. Uma pessoa que não possui um autoconceito adequado pode não estar aberta às suas próprias experiências afetivas. Assim como uma pessoa com baixa autoestima demonstra dificuldade em sua autoaceitação e procura representar papéis que considera oportunos em cada momento. Ela desejaria sentir-se aceita pelos demais em seu meio, seja familiar, social ou educacional.
2.2 A construção cognitiva e emocional: aspectos relevantes no processo de ensino-aprendizagem
A definição referente à aprendizagem é complexa, pois perpassa pela interação de vários elementos que promovem a captação e o processamento de informações sobre temas específicos. Quando se aprende, uma nova reestruturação cognitiva se forma e com isso, o processamento de informações é transformado em novos conhecimentos e condutas.
As práticas pedagógicas atuais formalizadas pelo ambiente escolar devem promover o equilíbrio formativo da personalidade de uma criança, criando caminhos na sua integração dentro de um espaço cultural e social, o qual também é característico de uma unidade escolar. É necessário que haja um ajustamento de emoções, ideias e ações condizentes ao grupo social pertencente e concomitantemente surjam novos conhecimentos ou habilidades que levam o aluno ao processo de aprendizagem.
São diversos os percursos que levam à construção cognitiva na criança. Essa trajetória é ligada a fatores que podem contribuir de maneira positiva, ou não, no desenvolvimento de uma pessoa, sintetizando elementos percebidos no meio social e implicando em sua capacidade racional, cognitiva e emocional. (Costa, 2017).
A construção da atividade cognitiva infere igualmente no descobrimento dos aspectos relacionados ao espaço, tempo e suas causalidades, que continuamente vão tomando forma na medida em que a criança vê e escuta. É um processo de aprendizagem, bem como o ato de imitar algo que lhe chama a atenção. Considera-se que o processo cognitivo tem sua predominância na percepção, raciocínio, memória e categorização de informações; esses elementos se tornam fundamentais para a realização de qualquer atividade humana.
Em contrapartida, ainda é estudada de forma mais concreta a inteligência existencialista, que, de acordo com Zuna (2012, p. 05), “é considerada como sendo a capacidade que o ser humano tem de refletir e ponderar sobre questões fundamentais da existência, estas características são normalmente associadas a líderes espirituais”. A mesma autora também enfatiza que, em 1994, Gardner (2008) expressa que as inteligências possuem etapas de evolução relacionadas aos seguintes estágios.
1) Habilidade de padrão cru – este estádio também designado de “inteligência pura” predomina no primeiro ano de vida. Neste estádio, os bebês começam a entender melhor o mundo que os rodeia, tendo a capacidade de receber uma diversidade de informação, contudo, não são capazes de manifestá-la;
2) Estádio de sistemas simbólicos: este estádio ocorre aproximadamente dos dois aos cinco anos de idade. É o momento das simbolizações básicas, pois, nesta fase, as inteligências revelam-se por meio de símbolos; por exemplo, a musical é representada por canções, a cinestésica/corporal por meio de danças ou gestos, a linguística por meio de histórias ou frases;
3) Sistemas de segunda ordem: neste estádio as crianças adquirem níveis mais elevados de destreza. À medida que as crianças melhoram na sua compreensão dos sistemas simbólicos, estas aprendem o que Gardner (2008) designou de estruturas de segunda ordem, ou seja, aprendem os símbolos matemáticos, aprendem a escrever ou a desenhar mais especificamente as coisas;
4) Realização em campo específico — este último estádio ocorre durante a adolescência e a idade adulta; aqui, as inteligências são expressas por meio de ocupações vocacionais ou não, isto é, verificam-se as inteligências por intermédio de atividades no âmbito profissional ou ocupacional.
Essas especificidades das Múltiplas Inteligências evidenciam as particularidades do alunato, refletindo as diversas formas de inteligência e suas respectivas habilidades. Compreende-se que a principal finalidade dessas informações é traçar um perfil dos alunos, conhecê-los e, com isso, propiciar ao docente a didática mais adequada para trabalhar as habilidades de cada aluno.
Considerações Finais
O jeito que as pessoas aprendem não é fácil. Ele envolve muitos aspectos da vida do aluno. Isso é especialmente verdade quando falamos dos sentimentos dos alunos e da participação da família nessa situação. Uma família bem organizada ou desorganizada influencia o desempenho na escola e o jeito que o aluno se comporta.
É importante prestar atenção aos sinais de dificuldade de aprender nas relações que acontecem na escola. Assim, é preciso criar formas de resolver ou diminuir esse problema. Por isso, a família e outros profissionais qualificados têm um papel muito importante. Eles podem usar métodos que funcionam bem.
De acordo com livros e estudos sobre o assunto, professores com experiência em sala de aula notam que as emoções dos alunos estão relacionadas ao seu desempenho na aprendizagem. Essa relação pode ser vantajosa ou ruim. É importante prestar atenção nos efeitos de coisas que vêm de fora da escola e como isso afeta o comportamento dos alunos.
A bibliografia mostra que muitas dificuldades podem aparecer ligadas ao emocional. As mais importantes estão relacionadas com a família. As dificuldades de se concentrar, a falta de disciplina, a queda no rendimento, a baixa autoestima e os problemas com leitura, escrita e interpretação estão entre os problemas mais mencionados. Com esses desafios, o aluno pode ficar sem vontade de estudar. Ele pode também perder o interesse e, em situações mais graves, deixar a escola.
Para lidar com essa situação, a pesquisa mostrou que é muito importante que a escola e a família colaborem juntas. Assim, elas ajudam no crescimento completo do aluno. Pesquisas mostram que, quando essa colaboração acontece, os resultados costumam ser excelentes. Por isso, é muito importante que a família participe sempre da rotina da escola e não só de vez em quando.
A escola, por sua parte, ajuda a criança a crescer em várias áreas. Ela cuida do sentimento, da convivência com os outros, da cultura e do aprendizado. Assim, a escola ajuda a formar amizades valiosas e a criar ações que incluam todos e que trabalhem juntos. Fica claro que é importante ajudar o aluno a ter um equilíbrio emocional saudável. Essa condição, segundo especialistas, ajuda muito na aprendizagem.
É importante dizer que a ligação entre a escola e a família nem sempre é tranquila. Por isso, é necessário criar planos que ajudem a melhorar essa integração. Sugere-se, a partir de estudos, que se façam políticas públicas que funcionem bem. Também se recomenda o uso de formas divertidas de ensinar. Além disso, é importante ter sempre comunicação aberta com as famílias e a comunidade.
Com base no que foi dito, o problema principal deste estudo foi tratado usando informações de livros e outros textos. Chegamos à conclusão de que o desequilíbrio emocional que os alunos do Ensino Fundamental sentem afeta de maneira negativa não só o aprendizado, mas também as relações sociais e o pensamento deles. Sintomas como falta de interesse, falta de vontade, dificuldade para fazer atividades e comportamentos que causam problemas estão muitas vezes ligados a essas condições.
Este estudo é uma fonte de informações para futuras pesquisas acadêmicas sobre o tema. Ele é útil para educadores que querem entender como as emoções afetam a aprendizagem. Também pode ajudar qualquer pessoa que tenha interesse no assunto.
REFERÊNCIAS
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[1] As informações foram extraídas de forma integral, da dissertação da autora: Andreia Sofia Caseiro Zuna, página 06.